| Denomimaçao Especifica: | Modelo parietal de distribuição de vapor, válvula de expansão variável (Sistema Farcot) |
| Descrição: | Modelo de forma retangular construído em madeira e ligas metálicas. Este quadro parietal com o distribuidor de Jean Joseph Léon Farcot (1824 -1908), tal como o sistema Meyer, possui duas gavetas distintas. Este modelo comporta uma válvula distribuidora deslizante sobre os canais, que se desloca num espelho acrescentado ao cilindro, e duas placas ou guias, que deslizam sobre as costas do distribuidor, independentes uma da outra. |
| Finalidade: | Utilizado para representar a distribuição de Farcot de uma máquina a vapor. |
| História do Objecto: | Joseph Farcot (1824-1908), foi um engenheiro que se notabilizou por diversos inventos, nomeadamente o desenho de um sistema para arrefecimento das caldeiras, o “servomotor”, que permitia direcionar o vapor dentro do motor, sistema apresentado no seu livro Le Servo-Moteur ou Moteur Asservi, de 1873. Este inventor possuía a sua própria empresa, Farcot & Son, para comercializar os seus inventos. Farcot apresentou uma máquina na Exposição de 1889, na qual o espaço morto era completamente suprimido, movendo-se o distribuidor no interior do cilindro. Jules Digeon (1846-1900), diplomado em artes e ofícios, foi preparador no Conservatório de artes e ofícios de Paris, na Escola politécnica e professor no Liceu Luís o Grande. Em 1873 funda a Sociedade de construção de modelos reduzidos e planos em relevo para o ensino. Jules Digeon (1846-1900), nasceu em Paris e graduou-se de forma brilhante, na escola de Artes e Ofícios de Chalons, em 1861. Digeon fundou a sua primeira empresa, uma oficina de ferraduras, juntamente com Lucien Dancre, que possuía uma patente para essa atividade. No entanto, rapidamente a empresa faliu, obrigando Jules Digeon a vender bens pessoais, para conseguir liquidar as suas dívidas. Para sustentar a sua família, Jules Digeon, viu-se forçado a trabalhar como engenheiro projetista, para um construtor em Pontoise. O seu talento como engenheiro projetista, rapidamente se faz notar, e em 1872 as suas qualidades de desenho, permitem-lhe integrar o “Conservatoire des arts et métiers”, como professor de projeções de sombras e perspetivas. Mais tarde, vai trabalhar como professor, para a “École Polytechnique” e para o “Lycée Louis-Le-Grand”. Digeon graças à sua reputação conseguiu criar relações que o iriam ajudar na assinatura e venda dos seus produtos mais tarde, através da adesão à “Société des ingénieurs civils”, à associação “Société d’encoragement pour l’industrie nationale” e por fim à associação “Société d’enseignement supérieur”. Em 1873, Digeon abre uma oficina de produção de modelos de mecanismos e máquinas. Apoiada inicialmente através de encomendas do “Conservatoire des arts et métiers”, reparações e modernização de modelos feitos anteriormente e projetações e construções de novos modelos. Conforme as flutuações das necessidades dos programas académicos do conservatório, Digeon cria inúmeros modelos de máquinas, para produção química, fabricação de papel, modelos de máquinas agrícolas. É de salientar também, os vários esboços de máquinas, para o departamento de fabrico do conservatório. Quando tudo isto é contabilizado, Digeon terá construído mais de 300 modelos, que passaram a integrar a coleção do conservatório. Durante o percurso profissional de Digeon, as oficinas vão expandindo, conforme as encomendas. Em 1882, Digeon é convidado a colaborar com Clément Ader, no desenvolvimento de uma máquina de vapor para um avião. Em 1888, o famoso Gustave Eiffel ordena-lhe um modelo em chapa de ouro, da sua torre, que estava sendo construída (torre Eiffel), 1/50 do tamanho real. Na Exposição Mundial de 1889, a Digeon ganha a medalha de ouro, na categoria de modelos de ensino superior. Na época, a oficina de Digeon estaria já fornecendo modelos, para escolas superiores, técnicas e museus, de todo o país e empregava cerca de 40 funcionários. Digeon, baseando-se nas galerias do Conservatório, cria uma sala de demonstração na sua oficina, onde exibiu modelos para venda. Em 1888, Charles, filho de Jules Digeon, torna-se o chefe da oficina e o nome da oficina é modificado para "Jules Digeon et fils aîne". Jules Digeon morreu em Paris em abril de 1901. Após a sua morte Paule-Emilie Duhanot, ex-diretor das oficinas, comprou a firma. Durante algum tempo, a oficina continuou a fabricar modelos, principalmente para o museu de Lille e para o conservatório. No início do século XX, surgiram novas empresas dedicadas à fabricação de modelos para o ensino. No entanto, a produção de modelos seria reduzida e praticamente interrompida no período da Primeira Guerra Mundial. |
| Localização: | Exposição |
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| Tipo de Material: | madeira e metais | |||||||||||||||
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| Época / Periodo Cronológico: | |
| Século(s): | - |
| Ano(s): | 1887 - 1888 |
| Justificação da Data: | Relatório sobre o Instituto Industrial e Comercial do Porto, ano lectivo 1887-1888, Lisboa, Imprensa Nacional, 1889.
Comprado para a 12ª Cadeira - Mechanica geral e sua applicação ás machinas. Informação retirada de documentos do arquivo histórico. |
| Outras Datações: |
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| Ano(s): | - |
| Modo de Incorporaçao: | Aquisição |
| Preço: | 1.000$00 Esc. / 270.00 francos |
| Especificação: | Preço de 5 quadros parietais - inventário de 1938 / séc. XIX |
| Livros: |
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| Observações: |