| Denomimaçao Especifica: | Modelo de máquina de vapor vertical com cilindro de vidro (máquina de Corliss) |
| Descrição: | Composto por: - Volante: regula a velocidade de funcionamento da máquina. se ela acelera, o volante move-se mais rápido, acumulando em si uma parte da energia e, se diminui, o volante restitui a sua energia cinética. No entanto, por si só, o volante não regula a energia. Por isso, foi introduzido o regulador. - regulador de velocidades tipo Watt: este mecanismo permite a autorregulação da velocidade de rotação. Este aparelho é composto por duas bolas metálicas suspensas em duas hastes articuladas em volta de um ponto fixo. Outras duas hastes estão presas num anel colocado no eixo vertical, que se eleva ou abaixa, movimentando essas duas hastes. No lado oposto as hastes estão presas às articuladas, fazendo-as também movimentar. Quando a velocidade aumenta, todos os elementos do regulador são elevados, fazendo com que o vapor proveniente na caldeira diminua e, quando a velocidade diminui, todos descem de modo a deixar passar mais vapor. Isto acontece porque o regulador está ligado a uma válvula de admissão do vapor proveniente da caldeira. - cilindro em vidro: |
| Finalidade: | Utilizado para mostrar a constituição e o funcionamento de uma máquina com cilindro vertical. |
| História do Objecto: | Herão de Alexandria (50 A.C - 50), matemático e físico que viveu em Alexandria, Egipto, descreveu a primeira máquina a vapor conhecida em 120 a.C. A máquina consistia em uma esfera metálica, pequena e oca montada sobre um suporte de cano proveniente de uma caldeira de vapor. Dois canos em forma de L eram fixados na esfera. Quando o vapor escapava por esses canos em forma de L a esfera adquiria movimento de rotação. Este motor, entretanto, não realizava nenhum trabalho útil. Centenas de anos depois, no séc. XVII, as primeiras máquinas a vapor bem-sucedidas foram desenvolvidas. As Primeiras Máquinas a Vapor operavam utilizando-se mais da propriedade de o vapor condensar-se de novo em líquido do que de sua propriedade de expansão. Quando o vapor se condensa o liquido ocupa menos espaço que o vapor. Se a condensação tem lugar em um recipiente fechado, cria-se um vácuo parcial ou uma sucção que pode realizar trabalho útil. Em 1698 Thomas Savery (1650-1715), mecânico inglês, patenteou a primeira máquina vapor realmente prática, uma bomba para drenagem de água de minas. A bomba de Savery possuía válvulas operadas manualmente, abertas para permitir a entrada do vapor em um recipiente fechado. Despejava-se água fria no recipiente para resfria-lo e condensar o vapor. Uma vez condensado o vapor, abria-se uma válvula de modo que o vácuo no recipiente aspirasse a água através de um cano. Em 1712, Thomas Newcomen (1663 - 1729), ferreiro inglês, Inventou outra máquina a vapor para esvaziamento das águas de infiltrações das minas. A máquina de Newcomen possuía uma viga horizontal à semelhança de uma gangorra, da qual pendiam dois êmbolos, um em cada extremidade. Um êmbolo permanecia no interior de um cilindro. Quando o vapor penetrava no cilindro, forçava o êmbolo para cima, e acarretava a descida da outra extremidade da viga. Borrifava-se água fria no cilindro, o vapor se condensava e o vácuo sugava o êmbolo de novo para baixo. lsto elevava o outro extremo da viga, que se ligava ao êmbolo de uma bomba na mina. A Máquina de Watt. Quando James Watt, engenheiro escocês, iniciou suas experiências em 1763, a máquina de Newcomen era a melhor e a mais utilizada. Watt estudou-a detalhadamente e concluiu que utilizava enorme quantidade de vapor e portanto grande quantidade de combustível. Watt observou que o aquecimento e o resfriamento alternados do cilindro desperdiçavam muito calor. Com base nessas Observações inventou uma máquina em que o condensador e o cilindro eram recipientes separados. O cilindro sempre permanecia quente, O que economizava 3/4 do combustível. Esse aperfeiçoamento permitiu que se evitasse o desperdício de vapor pela condensação ao entrar em contacto com o cilindro frio. Watt registou sua primeira patente de uma máquina a vapor em 1769, e prosseguiu os aperfeiçoamentos das máquinas. Talvez seu feito mais importante seja o uso do princípio da dupla ação. Nas máquinas baseadas nesse princípio, o vapor é primeiramente utilizado sobre uma das faces do êmbolo, e depois sobre a outra. Watt também introduziu o método de conter o vapor quando o cilindro estava parcialmente cheio, o que permitia a expansão do vapor já no cilindro, completando o movimento do êmbolo. Muitas pessoas, por equívoco, atribuem a Watt a invenção da máquina a vapor. Mas ele apenas a aperfeiçoou. Reduziu o custo de operação das máquinas com condensação e tornou-a práticas para outros tipos de aplicações além do bombeamento. Máquinas a Vapor Modernas. O principal melhoramento introduzido nas máquinas de Newcomen e de Watt no decorrer dos anos foi o desenvolvimento de máquinas capazes de operarem com vapor de alta pressão. Watt não experimentou o vapor de alta pressão, pois temia uma explosão. Às pressões nas suas máquinas não ultrapassavam a pressão do ar, 1kg/cm2. No final do séc. XVIII e Início do séc. XIX Richard Trevithick engenheiro e inventor inglês construiu as primeiras maquinas a vapor de alta pressão. Uma das suas primeiras máquinas operava sob 2kg de pressão. |
| Localização: | Exposição |
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| Tipo de Material: | madeira, vidro e várias ligas metálicas | ||||||||||||||||||||
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| Época / Periodo Cronológico: | |
| Século(s): | - |
| Ano(s): | 1887 - 1888 |
| Justificação da Data: | Relatório sobre o Instituto Industrial e Comercial do Porto, ano lectivo 1887-1888, Lisboa, Imprensa Nacional, 1889. |
| Outras Datações: |
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| Data: | |
| Ano(s): | - |
| Modo de Incorporaçao: | Aquisição |
| Preço: | 300$00 Esc. |
| Especificação: | Preço indicado no inventário de 1938 |
| Livros: |
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| Observações: |