| Denomimaçao Especifica: | Forno de revérbero para aço, sistema Martin-Siemens à escala (modelo) |
| Descrição: | Modelo em madeira e metal de um forno de revérbero, pintado de vermelho e branco, assente numa base pintada de cinzento, à escala, desmontável em 4 partes: corte transversal (parte superior de ferro e inferior) e corte longitudinal (de modo a visualizar-se o seu interior). A parte superior é pintada de branco, a imitar alvenaria, e coberta exteriormente por metal. Verifica-se a existência de 3 portas de correr vertical de metal na zona frontal e de um sangrador na retaguarda. A parte inferior é vermelha, a imitar tijolo e apresenta, na zona frontal, 4 aberturas com 3 divisórias cada, todas pintadas de branco a imitar alvenaria. No interior, pode-se observar, na parte superior, a cuba com um sangrador central (que comunica com a abertura de escoamento já referida) e ladeada por 1 abertura e 2 passagens que comunicam com zonas distintas na parte inferior. Na parte inferior encontramos 4 compartimentos constituídos por 5 séries de divisórias empilhadas. Cada uma delas tem 9 barras que são cruzadas por outras 8 formando uma grelha. Os compartimentos situados junto às paredes exteriores do forno comunicam com a abertura que ladeia a cuba ao nível mais superior, enquanto que os compartimentos interiores comunicam com a passagem inferior, podendo mesmo visualizar-se o túnel de passagem. |
| Finalidade: | Utilizado como modelo didático nas aulas de metalurgia, que permitia explicar a constituição e o funcionamento de um forno Martin-Siemens e a produção de aço homogéneo. Trata-se de um forno horizontal longo, com diversas aberturas laterais por onde se processa a carga, sendo o escoamento do aço líquido feito por intermédio de canalículos que vêm do fundo do “leito” do forno e saem em sentido oposto às aberturas de carga. O calor no interior do forno é conseguido mediante a queima de um combustível gasoso ou a óleo que é insuflado numa das extremidades do forno. Os gases por sua vez são exalados pela extremidade oposta, não sem antes passarem por um recuperador, que nada mais é do que um empilhamento de tijolos na parte inferior do forno. Isto é necessário para que tais gases, de elevada temperatura, possam ceder calor antes de se dirigirem às chaminés. |
| História do Objecto: | Este modelo foi construído por Theodor Gersdorf nas suas oficinas no final da década de 80 do século XIX, por encomenda do Prof. Miranda Júnior do Instituto Industrial do Porto, tendo sido integrado no Gabinete de Arte de Minas do Instituto em Setembro de 1889 e utilizado como material didático nas disciplinas de metalurgia. Em 1933 foi transferido para o novo edifício da Rua do Breyner, onde continua a ser utilizado como material didático até, pelo menos, à década de 40. Mais tarde, foi transferido para as atuais instalações do ISEP. Não se sabe se continuou a ser utilizado como material didático. Em 1998, ano de incorporação no Museu, encontrava-se depositado numa garagem do ISEP. |
| Localização: | Exposição |
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| Tipo de Material: | madeira e metais | ||||||||||||||||||||
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| Época / Periodo Cronológico: | |
| Século(s): | - |
| Ano(s): | - |
| Justificação da Data: | |
| Outras Datações: | 1889 (?) |
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| Data: | |
| Ano(s): | 1888 - 1889 |
| Modo de Incorporaçao: | Aquisição |
| Preço: | 500$00 esc. |
| Especificação: | Preço indicado no inventário de 1938 |
| Livros: |
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| Observações: | Pelo tipo de estrutura, materiais e construção pressupõe-se que este modelo faça parte da colecção proveniente de Freiberg, apesar de não existir qualquer marca ou inscrição que o comprove e não existir nenhum modelo idêntico na Academia de Freiberg. Datação obtida através da Academia de Freiberg. Todos os modelos de Theodor Gersdorf foram construídos neste período. A encomenda foi efectuada em 8 de Fevereiro de 1888, segundo correspondência recebida do constructor, mas o sua entrega foi feita em Setembro de 1889, segundo o Livro caixa do IICP de 1889-1897, daí a sua datação. DOCUMENTOS EM ARQUIVO RELACIONADOS: - «Relação das requisições dos modelos, machinas e apparelhos necessários para a installação dos gabinetes e officinas d’este Instituto, segundo o disposto no Decreto de 30 de dezembro de 1886» -Carta de 5 de Fevereiro de 1888 do director do Instituto para a Repartição do Comércio e Indústria a requisitar fundos para proceder ao pagamento da encomenda feita a Theodor Gersdorf in Correspondência enviada 4 de Abril de 1885 a 24 de Outubro de 1889 - Carta de Theodor Gersdorf recebida pelo professor de Arte de Minas, Miranda Júnior, em 1888 in Instituto Industrial do Porto: Correspondência recebida - 4 de Janeiro de 1886 a 29 de Dezembro de 1887 - Despacho alfandegário n.º 38835 de 7 de Janeiro de 1889 dos modelos provenientes da Alemanha, despachados por Theodor Gersdorf para o Prof. Miranda Júnior do Instituto Industrial e Comercial do Porto |