| Denomimaçao Especifica: | Máquina de daguerreótipo ou Câmara ótica com chassis |
| Descrição: | Composta por uma parte fixa e outra móvel, que pode introduzir-se mais ou menos na primeira. A abertura desta câmara é formada por um tubo em latão, munido de uma lente ou de um sistema de duas lentes acromáticas que podem aproximar-se ou afastar-se com o auxilio de um botão ligado a um carreto dentado que engrena numa cremalheira. Este sistema acromático denomina-se objetiva da máquina fotográfica. A sua distância focal é menor que a distância focal de uma só lente e por consequência a caixa é mais pequena, além disso a imagem "mete-se em foco" com mais rapidez. A parede oposta à objetiva é formada por uma lâmina de vidro despolido, fixa sobre um caixilho, que pode ser substituída por uma placa coberta de uma substância impressionável pela luz. |
| Finalidade: | Utilizado para fazer daguerreótipos. O daguerreótipo foi o primeiro processo fotográfico a ser anunciado e comercializado ao grande público. |
| História do Objecto: | A fotografia não tem um único inventor, ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a fotografia foi a câmara escura. A primeira pessoa no mundo a tirar uma verdadeira fotografia - se a definirmos como uma imagem inalterável, produzida pela ação direta da luz - foi J. Niépce, em 1826. Através dos irmãos Chevalier, famosos óticos de Paris, Niépce entrou em contacto com outro entusiasta: L. Daguerre. Durante algum tempo mantiveram correspondência sobre seus trabalhos e em 1829 formaram uma sociedade, que acabaria por não dar certo. Daguerre, em 1839, na Academia de Ciências e Belas Artes, descreve minuciosamente o seu processo ao mundo e requer a patente do seu invento na Inglaterra. Rapidamente, os grandes centros urbanos da época ficaram repletos de daguerreótipos. Nesse mesmo ano, em Inglaterra, Talbot usava a camara escura para os desenhos nas suas viagens. Na intenção de fugir da patente do daguerreótipo no seu pais e solucionar as suas limitações técnicas, pesquisava uma fórmula de imprimir quimicamente o papel. É com ele que surge o processo de Calotipia, que ficou conhecido como Talbotipia e que foi patenteado em Inglaterra em 1841. A partir desse ano os métodos de revelação e fixação desenvolvem-se de tal modo que em 1851, ano da morte de Daguerre, a fotografia começa a crescer em popularidade e em quantidade. Por tudo isto e mais que ficou por dizer, atribui-se ao século XIX a invenção e aperfeiçoamento da fotografia como usamos hoje. Ao século XX é atribuído a evolução das aplicações, o aparecimento da fotografia a cores, cinema, televisão, holografia e todos os usos científicos da fotografia hoje utilizados. |
| Localização: | Exposição |
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| Tipo de Material: | madeira, vidro e várias ligas metálicas | ||||||||||||||||||||
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| Época / Periodo Cronológico: | |
| Século(s): | - |
| Ano(s): | 1845 - 1855 |
| Justificação da Data: | Datas em que a Lerebours & Secretant trabalharam juntos. |
| Outras Datações: |
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| Data: | |
| Ano(s): | - |
| Modo de Incorporaçao: | Aquisição |
| Preço: | 50$00 Esc. |
| Especificação: | Preço indicado no inventário de 1938 |
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| Observações: | GANOT, A. - Traité Élémentaire de Physique, 17ª ed., Paris, 1876, fig. 494. A exposição "Lux Mirabilis" esteve patente no NNSR. |